Sábado, o Dia para Eu Ser Abençoado


sabado por do sol

Por vezes, afirmações são lançadas para nós como verdades absolutas, sem levar em conta as problemáticas que elas possuem. Para respeitar a inteligência do leitor vamos considerar as implicações adversas que a seguinte afirmação possui: O Sábado é um dia para ser guardado. Há três resistências que surgem desta afirmação que podem ser expressas em: “como”, “por que” e “para que” ser guardado este dia? E se essa afirmação é verdadeira, então temos que considerar: Por que não outro dia? Que provas tenho para sua comprovação? E afinal, Deus existe? Será que posso confiar na Bíblia? Todas essas indagações surgem se quisermos analisar esta afirmação sem pressupostos. Vamos analisar, portanto, os níveis mais simples até chegar na defesa da nossa afirmativa. Contudo nosso foco não é ir a fundo na defesa para estas indagações, senão, ter uma base firme para nossa questão.

O mundo cristão considera a Bíblia como a Palavra de Deus e ela mesma assim se declara quando afirma: “Toda a Escritura é inspirada por Deus […]” II Timóteo 3:16[1]. E esta Palavra é tão singular e perfeita que ela assinala: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.” A Bíblia é a Palavra de Deus e dispensá-la, então, é dispensar o próprio Deus. Todavia, se você não acredita na existência de Deus, toda essa leitura para você tem sido “palavras ao vento”, sem trazer ciência alguma. De fato, depois da proposta do Padre Georges Lemaître, que ficou conhecida como a teoria “Big Bang” da origem do universo, muitos tem defendido que a vida se deu por si só, e cientistas como Newton, Einstein e Hawking, dentre outros, usaram muitos de seus anos a estudando. Contudo, essa teoria rouba de Deus sua atuação em criar e dar vida a todas as coisas, e por fim, ao tirar a necessidade do poder criador de um ser superior, retira também a sua necessidade de existência.

Mas como a vida surgiu da não-vida? Hawking alega que quanto mais estudamos sobre o universo, mais enxergamos que ele é governado por leis racionais. Não seria lógico, então, sermos racionais quanto ao assunto de Deus, ou a qualquer outro assunto? Einstein faz uma comparação com a atitude dos seres humanos, até dos mais inteligentes, em relação a Deus. Ele diz que somos como uma criança que entra em uma enorme biblioteca com livros escritos em vários idiomas. Essa criança sabe que alguém escreveu aqueles livros, mas não sabe como, não entende os idiomas em que foram escritos. Acaba por suspeitar vagamente que os mesmos estão ordenados de alguma forma que não compreende. Ele termina dizendo que nós vemos o universo maravilhosamente ordenado e obedecendo a certas leis, porém compreendemos essas leis apenas vagamente, pois nossa mente é limitada e capta somente a força que move as constelações. Estimado leitor, não há como provar a existência de Deus, tanto quanto não há como provar sua inexistência. Contudo, me convenço pelas evidências que possuo. Mas se há dúvidas diante de tantos que creem e tantos que não creem, leve em conta a “Aposta de Pascal[2]”.

  • se você acredita em Deus e estiver certo, você terá um ganho infinito;
  • se você acredita em Deus e estiver errado, você terá uma perda finita;
  • se você não acredita em Deus e estiver certo, você terá um ganho finito;
  • se você não acredita em Deus e estiver errado, você terá uma perda infinita.

Ou seja, há mais a ganhar em acreditar que Deus existe do que em sua inexistência. Logo uma pessoa racional deve moderar sua existência como se Deus existisse, mesmo que não possa provar isso.

Assim como Deus, ao criar todas as coisas, providenciou leis naturais para que houvesse ordem, e também nos capacitou a poder criar nossas leis sociais para o mesmo fim, Ele criou leis morais que regem todas as suas criaturas, e não apenas os seres humanos. Como ele mesmo descreve em Mateus 22:37-40, os mandamentos se resumem a amar a Deus e amar ao próximo, e destes dois dependem toda a Bíblia. Alguns alegam que os mandamentos de Deus foram dados apenas no Sinai e apenas aos judeus. Todavia a guarda do sábado já estava presente no Jardim do Éden (Gn. 2:3), assim como o conhecimento do sexto mandamento (Êx. 20:13), na história de Caim e Abel (Gn. 4:10, 11). Estas leis são tão importantes que o próprio Deus as escreveu (Êx. 31:18), e tão eternas (Sl 111:7, 8) que Ele garantiu que Sua Lei não será revogada (Mt. 5:17, 18). Será que devemos anular esta Lei perfeita, justa e boa pela fé? Paulo afirma categoricamente: “Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (Rm 3:31).

Qualquer tentativa de transferir a santidade do sábado, o sétimo dia (Dt 5:14), para qualquer outro dia, representa um desrespeito à soberania de Deus como Criador, Legislador e Redentor[3]. Santifiquem os meus sábados, porque servirão de sinal entre Mim e vocês, para que vocês saibam que Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês (Ez. 20:20 tradução livre).

Diante de todas estas provas referidas acimas, entendo que devemos guardar o sábado como a Bíblia ensina, porque é o desejo de Deus, para que possamos ser beneficiados com as bênçãos deste dia e desta obediência, e por fim, isto nos trará paz com o nosso Criador e com a nossa existência.

[1] Todas as passagens bíblicas foram retiradas da versão Almeida Revista e Atualizada.

[2] Aposta de Pascal. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Aposta_de_Pascal&gt;.

[3] TIMM, Alberto. O Sábado na Bíblia: porque Deus faz questão de um dia. São Paulo: CPB, 2010.

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